29 março 2011

22:45

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Ele era do tipo que sabia adivinhar toda a característica alheia. E tinha seus defeitos, que pela profunda amizade, eu aprendi a suportar. 
Nessa noite, fazendo o caminho rotineiro de meses atrás, eu me dei conta, que estava sozinha desta vez. Não sei se era cerveja que tinha subido, ou a pressão baixa do cigarro de maço vermelho ( era saudade mesmo), eu me senti muito avulsa: naquelas ruas com meia luz, os carros passando e eu ouvindo nada além do que meus próprios passos... Nem sentia mais o peso da mochila, meu desejo de chegar em casa logo e sair daquele caminho pesava absurdamente, um peso que nem todos os meus cadernos e todas as minhas apostilas juntas, jamais irão pesar.
Fazer esse caminho de novo sozinha, foi bem pior que tentar pular de um penhasco de olhos abertos. As lembranças foram me devorando e por alguns minutos eu nem lembrava mais de onde eu estava vindo. Não sabia se chorava ou ria, se era da saudade boa, das lembranças lindas ou se era solidão e a certeza do nunca mais ver.
Nessa noite, exatamente nessa noite, eu soube perfeitamente o que era sentir a morte sem morrer... sentir a morte do outro e querer desfazê-la. 

22 março 2011

2 comentários:

Nós somos a alma um do outro no avesso, revestida de sentimentos abstratos, conquistados ao longo do tempo, ocorrido do almejo que ultrapassou meus olhos, enquanto admiravam atentos, a mais linda luz que vem de dentro de você. Porque dizer que drasticamente eu te quis, é usar no diminuitivo tudo aquilo que eu senti por você. E eu refiro-me a tudo aquilo que eu não consigo dizer, mas que está estampado em todos os atos direcionados ou não a você. Não me perturba, desconhecer o amanhã: eu só preciso de você para que amanheça para mim.